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07/04/2016

Justiça: O que é fazer a coisa certa?

Michael Sandel (1953) é um filósofo americano e professor na Universidade de Harvard, onde ministra um famoso e muito concorrido Curso sobre Justiça. Nele são abordados os principais autores e problemas práticos da teoria da justiça. A Universidade de Harvard disponibilizou integralmente as aulas de Sandel em vídeo online. As mesmas foram legendadas em português e também disponibilizadas através do YouTube para o público brasileiro.

Neste cusro, que recebeu o nome de "Justiça: O que é fazer a coisa certa?", Sandel aborda autores da envergadura de Aristóteles, Kant, Mill, por exemplo. Além de temas éticos e políticos relevantes, como se os fins justificam os meios, o que é errado em matar ou em mentir, ações afirmativas (cotas raciais), etc.. Constituindo-se, por isso mesmo, em uma bela introdução aos problemas éticos e políticos atinentes à justiça para aqueles que estão iniciando os seus estudos neste campo apaixonante. Ademais, todas as aulas são conduzidas magistralmente de modo dialético com a interação dos estudantes. De modo que, é uma bela crítica às teorias apresentadas. Servindo, portanto, igualmente àqueles já iniciados no estudo filosófico.

Outra vantagem de assistir a este curso gratuito é o fato de que o professor Michael Sandel elaborou uma obra que segue o mesmo roteiro do curso em vídeo. Possibilitando, assim, que se faça um estudo mais detido em seu livro, conjuntamente com as lições online. O livro foi vertido para o português sob o mesmo título do curso online, e já se encontra disponível nas melhores livrarias por um preço relativamente acessível se comparado com outros da mesma faixa. Ambos, livro e curso online, valem muito a pena serem conferidos, e fica como uma forte sugestão para os meus alunos ou interessados nesta temática.

Você quer ver o Curso "Justiça: O que é fazer a coisa certa?" direto no YouTube? Clique [AQUI]. Se você prefere baixar direto do Dropbox, clique [AQUI]! (Agradeço ao aluno da Ulbra Canoas Evandro Fernandes por ter diponibilizado todos os episódios do curso, possibilitando o seu oferecimento para os demais alunos.)

O livro pode ser encontrado na Saraiva, Cultura ou Estante Virtual.

 

10/05/2015

Instruções para elaboração e apresentação dos pôsteres

Neste semestre, os integrantes do Grupo de Pesquisa em Filosofia do Direito (GPFDir ULBRA) e os alunos da cadeira de Filosofia do Direito do Curso de Direito da Ulbra Canoas irão desenvolver um novo projeto de difusão da pesquisa em teoria da justiça. A nova proposta é selecionar um filme não necessariamente a respeito de um julgamento, mas que possa ser analisado a partir do conceito de justiça. O que será extremamente interessante, na medida em que os filmes são uma ferramenta pedagógica fundamental para o estudo de conceitos abstratos. Pois permitem que os observemos nas relações dos personagens. Ademais, são uma oportunidade de vivenciar as experiências em relação à justiça e à injustiça e os respectivos dramas nas vidas das pessoas sem necessariamente passar pelas mesmas.

Quer participar? Contate-me por email, face (AQUI) ou pessoalmente na Universidade.

Veja o modelo e as inscrições [AQUI].

 

 

 

09/05/2014

Elementos do conceito de justiça

A presente apresentação explora os seis elementos que podem ser extraidos dos conceitos de justiça de Aristóteles e Tomás de Aquino. Veja+ clicando abaixo em Mais informações>>.

 

30/04/2014

Duas abordagens sobre a justiça

O que é justiça?

Aqui estou disponibilizando a minha aula de introdução aos dois modelos principais de abordagem sobre o conceito de justiça. Não é o curso completo, mas pode ajudar conjuntamente com as leituras indicadas a compreensão do conceito de justiça. Apresento as principais distinções entre personalismo ético e institucionalismo político.

Veja+ em Mais informações>> abaixo!

 

03/04/2014

A vida de Sócrates




Sócrates (Σωκράτης, Atenas, 469 - 399 a.C.) foi um filósofo grego que revolucionou a filosofia ao empregá-la para buscar investigar os assuntos humanos. Dedicava a sua vida a perambular pela cidade e a perguntar aos seus concidadãos o que é justiça, piedade, coragem, virtude e tantos outros temas relevantes. Ele mesmo afirmava que não sabia de nada. O que era um tanto irônico, na medida em que seus interlocutores sempre presumiam-se sabedores de tudo; e ao se defrontarem com Sócrates, descobriam-se ignorantes. Assim, enquanto os poetas, os sacerdotes, os artesãos e os políticos que dialogavam com ele pensavam que sabiam algo, -estando equivocados a respeito disso- , Sócrates sabia que não sabia. Logo, sabia mais que os outros gregos.
O fato de Sócrates passar a sua vida investigando a si próprio e aos outros cidadãos atenienses e demonstrar para eles próprios que achavam que sabiam, mas que em realidade não sabiam aquilo que pensavam saber, irritou muito os seus concidadãos. Então, três caluniadores lhe impuseram severas acusações e pleitearam a aplicação da pena de morte. Meleto, Anito e Lícon acusaram Sócrates de: i) impiedade, em razão de não crer nos deuses da cidade e buscar investigar as coisas celestes; ii) sofismo, por buscar enfraquecer o argumento mais forte e fortalecer o mais fraco; e, por fim, iii) tentar corromper a juventude. As acusações foram recebidas, e Sócrates foi levado a julgamento.
A execução de Sócrates
O pai da filosofia ética restou condenado à pena de morte pelas acusações, e negou-se a requerer a comutação da pena por aplicação de uma multa. Enquanto esperava a própria execução através da ingestão de um veneno (cicuta), seu amigo Críton ofereceu-se para subornar os guardas e livrar-lhe da pena injusta. A que Sócrates, como em outras vezes já havia demonstrado o seu caráter, negou-se a fazer uma injustiça contras as leis da cidade, a fim de salvar-se de uma morte injusta. Pois, sustentava que se preocupava absolutamente em não fazer uma injustiça, seja ela como objeto de sua ação, ou seja como forma de buscar algo justo, como salvar a própria vida. Uma forma moderna de formular essa máxima socrática de justiça pode ser encontrada no jargão: -os fins não justificam os meios; ou seja, fins justos não justificam a adoção de ações gravemente injustas para se realizá-los. Seu julgamento é bem retratado em três diálogos platônicos em que figura como personagem: i) Êutifron que transcorre antes do julgamento e trata da piedade, ii) Apologia que é a sua defesa perante o tribunal ateniense, e iii) Críton que trata de um diálogo após a sua condenação e a necessidade de não se fazer injustiça.






Veja mais sobre a vida de Sócrates em um filme do renomado
diretor italiano Roberto Rossellini no link (youtube) ou na janela do mais informações:

05/11/2013

As fronteiras morais do direito internacional

O Direito Internacional é um dos ramos da ciência do Direito mais frutífero para a Filosofia do Direito, pois nele tudo há de ser construído em razão de sua natureza particular de ter como fonte principal os tratados internacionais nem sempre firmados ou respeitados pelas potências hegemônicas. Parte das contribuições a serem aportadas pela Filosofia do Direito ao Direito internacional são estruturantes, como no caso dele pertencer ou não ao conceito de Direito; ou seja, o que pode ser disposto na pergunta "o Direito Internacional é Direito?". A sua fundamentação, o tema da coação que não ocorre em relação às próprias potências hegemônicas, a sua extensão, a questão da soberania, entre outras tantas questões podem ser desenvolvidas e enriquecidas a partir do ponto de vista reflexivo oferecido pela Filosofia.

Leia mais clicando abaixo!

21/10/2013

Onze filmes a respeito do ódio e da intolerância no Direito

As nossas instituições como nossos piores inimigos

 

Quando em 1933, Adolf Hitler acessou o poder na Alemanha e implantou um governo totalitário baseado no nacionalismo e no ódio, infiltrou sua ideologia nas instituições alemãs. O sistema político passou a ser comandado por um partido único (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) através do culto à personalidade de seu líder carismático. Este período triste da história da humanidade foi chamado de Terceiro Reich (1933-1945), e seu líder de Führer (o condutor, o guia e o chefe...). As instituições como o Direito, as leis, os direitos, os tribunais e até mesmo os arranjos políticos passaram a ser empregados contra alguns grupos de pessoas escolhidos em função da etnia, da raça, da condição de estrangeiro, credo, etc.

 

Leia mais e veja a lista de filmes clicando abaixo para mais informações!